A prefeita do Natal Micarla de Sousa recepcionou na manhã deste sábado (19) a visita do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Pajuçara. A chefe do Executivo Municipal apresentou para o membro do Governo Federal o funcionamento da unidade, referência em baixa e média complexidade, que tem capacidade para atender 300 pessoas por dia com quatro médicos de plantão 24 horas.

 

Com índice de aprovação de 98,5% da população da zona Norte, a UPA de Pajuçara tem quatro consultórios médicos, 12 leitos, salas de acolhimento, observação, setor de pronto atendimento, setor de diagnóstico e terapêutico. Além disso, a população tem à disposição uma equipe 24 horas composta por quatro clínicos gerais e um pediatra.

 

“É uma grande satisfação receber o ministro Alexandre Padilha e mostrar para ele a qualidade do atendimento na nossa UPA, a unidade inclusive foi a primeira do país a ser construída sem a co-participação do Governo do Estado,  custeada somente por recursos próprios da Prefeitura e do Governo Federal. Então, a  vinda dele reforça a parceria da Prefeitura com o Governo Federal, já que no mês de abril vamos inaugurar a maior UPA de Natal na Cidade da Esperança”, declarou a prefeita Micarla de Sousa.

 

“O bom funcionamento da UPA ajuda no atendimento de saúde principalmente para não lotar os leitos dos hospitais. A atuação da unidade está sendo muito positiva e constatei a satisfação dos próprios usuários”, declarou o ministro Alexandre Padilha.

 

Ainda na visita, o ministro esclareceu que está visitando os municípios brasileiros para identificar os problemas que precisam ser resolvidos e reforçar as parceiras com as prefeituras e com os Estados.

 
 
 
 
Dengue
 

Além da visita à UPA de Pajuçara, a prefeita Micarla de Sousa participou de uma reunião com o ministro Alexandre Padilha, com a governadora Rosalba Ciarlini e representantes de vários municípios do Rio Grande do Norte para tratar sobre o risco de epidemia de dengue no Estado. Na ocasião a chefe do Executivo Municipal adiantou ao ministro da Saúde as ações prioritárias que estão sendo realizadas pelo município para prevenir e combater a doença.

 

“Nós estamos fazendo o nosso dever de casa contra a dengue. Os nossos agentes de endemias estão em campo fazendo o trabalho de prevenção porta a porta nas comunidades mais vulneráveis e contamos ainda desde o ano passado com a parceria das Forças Armadas que têm colaborado bastante no trabalho de conscientização da população. A maior prova do nosso trabalho é que somente no primeiro ano reduzimos em 93% os casos de dengue e em 2010 também conseguimos controlar e prevenir epidemias. A Prefeitura está fazendo a parte dela, mas é fundamental que a população também colabore”, destacou Micarla de Sousa.

 

Para reforçar o empenho da Prefeitura do Natal no combate à dengue, a chefe do Executivo Municipal fará um trabalho de prevenção e capacitação de profissionais em parceira com Ministério da Saúde para preparar a UPA para realizar um atendimento aos pacientes com dengue, por causa da possibilidade de epidemia da doença.  

 

“Nós precisamos desse apoio da atenção básica de saúde porque o nosso foco é prevenir a dengue com um trabalho de educação junto à população para evitar que casos graves da doença aconteçam. Além disso, precisamos ter as UPAs preparadas para fazer esse atendimento dando suporte aos hospitais”, explicou o ministro Padilha.

 

De acordo com o secretário municipal de Saúde, Thiago Trindade, a incidência da doença é cíclica e este é um ano considerado delicado. “Por este motivo, nós estamos intensificando ainda mais as ações da SMS e estabelecendo um plano de metas para afastar qualquer risco de epidemia”, informou Thiago Trindade.

 

Ações do município

 

Nos dez bairros de Natal em que há elevada vulnerabilidade de dengue, segundo o coordenador do programa municipal de Controle da Dengue da SMS, Alessandro Medeiros, os agentes de endemias estão aumentando o volume de trabalho para garantir maior cobertura. Na zona oeste de Natal, os bairros com vulnerabilidade alta são Quintas, Dix-Sept Rosado, Nazaré e Guarapes. Já no distrito leste, Cidade Alta, Alecrim e Petrópolis são os mais vulneráveis, de acordo com o mapeamento da secretaria. Os bairros de Potengi e Igapó, localizados na zona Norte, também estão entre os mais suscetíveis enquanto que, na zona Sul, é Nova Descoberta que está nesta situação.

 

A Prefeitura do Natal está, ainda, dando continuidade a operação ‘Forças Unidas contra a Dengue’, que vem sendo desenvolvida em parceria com as Forças Armadas. Esta ação visa trabalhar de forma educativa as comunidades, despertando a consciência da população sobre a importância de prevenir a doença e os riscos que ela pode trazer. A operação funciona com 64 homens do Exército e Marinha percorrendo 73 mil domicílios em Natal.

 

Neste período de verão, a Secretaria Municipal de Saúde também está nas praias urbanas da capital. Até o próximo dia 27, os profissionais de saúde estão percorrendo as praias de Ponta Negra, Meio, Artistas, Forte e Redinha, desenvolvendo um trabalho educativo nos finais de semana, alertando a população sobre a dengue. A ação tem atraído a atenção e recebido elogios de banhistas e turistas que visitam a cidade neste verão. Durante as abordagens, os profissionais da SMS orientam a população sobre a importância de cuidados simples como armazenar de forma correta materiais que possam acumular água como copos, garrafas e cocos vazios, após o uso.

 

Outra ação que está sendo realizada, em parceria com a Vigilância Sanitária, é a abertura dos imóveis fechados. De acordo com o coordenador do programa municipal de Controle da Dengue da SMS, Alessandro Medeiros, as denúncias sobre os imóveis fechados são feitas, por exemplo, por meio de denúncia da população pelo Disque-Dengue 0800 281 4031. Este serviço implantado pelo município para receber denúncias e prestar esclarecimentos sobre a dengue é outro importante instrumento de prevenção à doença.

 

A maior epidemia de dengue em Natal aconteceu entre o segundo semestre de 2007 e o primeiro semestre de 2008. Já em 2009, a queda foi perceptível e a redução calculada em 93,4%. Em 2010, o município não teve epidemia, mas teve uma alta considerável de 182,4% de casos em relação ao mesmo período do ano anterior. Desde o início deste ano, 233 casos foram notificados na capital, o que representa um aumento de 147% do número de casos se comparado ao ano passado.