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12/08/2019 15:16
  • Prefeitura do Natal lança programa Aprendendo Mais para erradicação do analfabetismo
Alex Régis

O índice de analfabetismo em Natal gira em torno de 8% da população, ou seja, perto de 60 mil natalenses não sabem ler e escrever. Para enfrentar essa realidade, a Prefeitura do Natal lançou, nesta segunda-feira (12), na sede do Cemure, na Cidade da Esperança, o programa Aprendendo Mais, que pretende levar educação e qualificação profissional para essa parcela.

 

O programa vai beneficiar, nesta primeira fase, 750 alunos nas quatro zonas da cidade sob coordenação da Secretaria Municipal de Educação. A metodologia de ensino será baseada no método Paulo Freire e parcerias como as firmadas com a Secretaria de Trabalho e Assistência Social e o Sebrae, que irão qualificar ou requalificar o aluno focando na inserção no mercado de trabalho.

 

“É inconcebível que Natal tenha esse número vergonhoso de analfabetos. São quase 60 mil natalenses que não sabem ler ou escrever. Com o Aprendendo Mais nós vamos tirar as pessoas da escuridão do analfabetismo. A grande obra aqui é a obra em nome da dignidade da pessoa humana”, analisou o prefeito.

 

A secretária de Educação de Natal afirmou que o prefeito determinou prioridade nessa ação. Ela disse que a parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte vai permitir que a SME possa trabalhar com eficiência no método Paulo Freire. “O programa fará parte de um projeto de pesquisa da UFRN que disponibilizará um estagiário por sala para acompanhar o trabalho dos professores”, revela a secretária da SME Cristina Diniz.

 

Até o fim do mês a SME deverá formar as primeiras turmas. Serão dois polos na zona Norte, com dez turmas, dois polos na zona Oeste, com dez turmas, um polo na zona Sul com cinco turmas e outro na zona Leste, também com cinco turmas.

 

As aulas acontecerão no turno noturno e poderão ser ministradas utilizando a estrutura de escolas municipais, centros paroquiais, centros comunitários ou outros espaços. O processo de formação deverá durar cinco meses, englobando a alfabetização e os cursos de formação profissional.


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