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06/06/2019 12:50
  • Mesa redonda discute malefícios da poluição sonora para saúde humana 
Assessoria Semurb

Um questão de educação e saúde pública que precisa ser discutida: a poluição sonora e seus malefícios para saúde humana foi tema de mesa redonda na manhã desta quinta-feira (7), no auditório do Parque da Cidade.  O evento que, faz parte da programação da Semana do Meio Ambiente de Natal, é coordenado pela Secretaria de Meio Ambiente (Semurb).

 

Estudos recentes mostram que o barulho excessivo além de causar a perda de capacidade auditiva também pode prejudicar o sistema nervoso e cardiovascular.  Com esse alerta, a cardiologista, Dra. Maria Alcineide Macêdo inciou o debate “Poluição Sonora: um caso de saúde pública?”.

 

Mediado pelo supervisor de fiscalização ambiental da Semurb, Gustavo Szilgyi, a mesa redonda também contou com a participação do Supervisor Geral de Fiscalização Ambiental da Semurb, Leonardo Almeida e de representantes da Comissão de Direito do Meio Ambiente da OAB, o advogado e sóciologo, Paulo Sérgio Araújo; da Delegacia Especializada em Proteção ao Meio Ambiente (Deprema), Mário Persico;  e da Guarda Ambiental Municipal, Adriano Pereira.

 

A cardiologista alertou sobre as consequências do ruído excessivo para o corpo humano que podem agravar sintomas da ansiedade, estresse e irritabilidade, por exemplo. "Bem mais do que incomodar os ouvidos sensíveis, os ruídos preocupam cada vez mais cientistas e especialistas de diversas áreas médicas. 

 

"Os ruídos execessivos alteram a condição normal de audição e comunicação aumentando as quantidades de cortisol no organismo, o que acarreta um aumento da pressão arterial, dos batimentos cardíacos, dores de cabeça, distúrbios do sonos, déficit de atenção, ansiedade e perda de memória. Além do barulho associado a depressão e ansiedade da população em geral", comenta.

 

Ainda segundo ela, os mais afetados com esse tipo de poluição são as crianças, idosos e pessos vulneráveis na depressão e também os animais.  "Precisamos referir que o barulho é uma questão de educação e que precisa haver uma batalha diária nos nossos lares com emdidas simples que fazem a diferença", finaliza.

 

Este ano a semana traz como tema “Poluição sonora: um mal invisível” e como lema “Combata essa onda!”. O objetivo é conscientizar a população acerca dos malefícios causados pela poluição sonora e alertar para a proibição do uso dos chamados paredões de som na cidade.

 

Em Natal existe uma legislação específica que trata dos paredões de som. A lei Municipal nº 6.246/11, proíbe o funcionamento dos equipamentos de som automotivos popularmente conhecidos como paredões do som nas vias, praças, praias e demais logradouros públicos e, também, em espaços privados do Município. O descumprimento acarreta a apreensão imediata do equipamento, além de aplicação de multa que pode chegar a sete mil reais.

 

No segundo momento da mesa redonda  foram discutidas as medidas de controle aplicadas pelos agentes públicos. 
Um ponto importante discutido no evento foi o mito de que é permitido fazer barulho até às 22h, o que é uma leitura equivocada do que diz a NBR 10.151, que define os que são os períodos noturno e diurno para fins  de aplicação desta norma. Não existe hora para denúncias de perturbações do sossego.

 

As denúncias de Poluição Sonora e Perturbação do Sossego geradas por bares, restaurantes e casas de diversão noturna podem ser formuladas pelo telefone 3616-9829, das 8h às 14h, na Ouvidoria da SEMURB e nos demais horários e finais de semana pelo 190.
 
Para ver a programação completa da Semana de Meio Ambiente 2019, basta acessar: http://bit.ly/sema2019
O evento que já é tradição no calendário municipal foi aberto no dia 3 e vai até 8 de junho.


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