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26/01/2018 08:20
  • Semul Itinerante encerra em Mãe Luíza

A Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (Semul) encerrou, na tarde desta quinta-feira (25), o projeto “Semul Itinerante: Agentes da Paz” no bairro de Mãe Luíza, zona leste de Natal. Com base em cartas escritas pelas mulheres no primeiro dos três encontros, a equipe da Semul fez um levantamento, junto com elas, das principais demandas apontadas, para apresentar às secretarias municipais às quais os temas dizem respeito. Nas cartas elas falavam sobre seus maiores desejos.
 

Entre as principais necessidades identificadas pelas participantes, estão mais iluminação pública, segurança, educação, mais lazer para as crianças, a realização de cursos profissionalizantes na comunidade e a redução da violência contra a mulher. A elaboração das cartas foi uma forma que a equipe da Semul que atua no projeto encontrou, para que as mulheres se expressassem com mais facilidade, vez se mostraram inibidas para falar.
 

No último encontro, no entanto, estavam mais à vontade, como reconheceu uma delas, que prefere não se identificar: “Percebi aqui que quando a gente se cala aparecem doenças como a depressão e psoríase, precisamos falar para sermos ouvidas”.
 

Nos três encontros, elas foram estimuladas a falar sobre a vida delas, e das mulheres de um modo geral, no espaço da cidade, das dificuldades que enfrentam e o que pode ser feito para melhorar. Por isso os serviços públicos estiveram presentes em suas falas. Elas também destacaram que a comunidade tem qualidades que precisam de mais reconhecimento.
 

“Nem tudo o que elas apresentaram tem resposta imediata, porém, no que diz respeito à redução da violência contra a mulher, a aproximação da Semul com a comunidade com este projeto já é um passo para que elas saibam que existe um serviço que podem contar. A violência doméstica é resultado de uma cultura a cultura machista, e faremos o que estiver ao nosso alcance para mudar esta realidade”, aponta Jandira Borges, secretária adjunta da Semul.
 

A ideia, com o projeto “Semul Itinerante: Agentes da Paz”, é aproximar das comunidades os serviços que a secretaria oferece, estreitar os laços e formar multiplicadores. “Nós nos propomos a ir a todos os lugares onde há mulheres organizadas, seja para falar para cinco, seja para falar para 100, o importante é plantar a semente”, reforça Ana Cláudia Mendes, coordenadora do Departamento de Enfrentamento à Violência contra a Mulher da Semul.
 

AMS, de 56 anos participou dos três encontros em Mãe Luiza e disse que trouxe a filha nos dois primeiros para também participar: “Ela veio junto para receber essas informações, porque tem coisa na vida que a gente tem que aprender, senão a gente não evolui”, analisa.
 

Mãe Luíza é a terceira comunidade da capital contemplada pela ação, que já beneficiou Nossa Senhora da Apresentação, na zona norte e Felipe Camarão, na zona oeste. A próxima será a Vila de Ponta Negra.


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