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17/07/2017 11:14
  • Consumo de álcool agrava violência doméstica
O álcool é a droga lícita mais utilizada no Brasil - com estimativa de 74,6% de uso e 12,3% de dependência, de acordo com dados do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid) da Unifesp. A bebida não somente está associada à violência, especialmente a doméstica, como também favorece o seu prolongamento. O assunto será tema de discussão do encontro dos Fóruns Intersetoriais, que acontece na sede da SEMTAS, na próxima quarta-feira (19), a partir das 14h, e reúne representantes dos diversos órgãos e secretarias municipais de Natal que integram o SISMUD – Sistema Municipal de Políticas Públicas sobre Drogas.
 
A organização desta edição está a cargo da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (SEMUL) Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (SEL). O tema deste Fórum Temático é “Entretenimento Saudável e Prevenção da Violência” e quem vai abordar a relação do consumo de drogas, especialmente o álcool, associado à violência doméstica é a coordenadora do Departamento de Enfrentamento à Violência contra a Mulher da SEMUL, Ana Cláudia Mendes.
 
“O consumo do álcool, especialmente, está diretamente ligado ao agravamento da violência doméstica, pois percebemos que é nos finais de semana quando ocorrem mais agressões às mulheres; não coincidentemente, é quando há mais consumo de álcool e outras drogas”, aponta Ana Cláudia.
 
Um estudo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), realizado com sete mil famílias em 108 cidades do Brasil, comprova que o álcool funciona como "combustível" da violência doméstica. E a violência impulsionada pela bebida alcoólica persiste, na maioria das vezes, por mais de dez anos.
 
Os agressores são, em sua maioria, homens entre 31 e 59 anos. Quando o álcool está presente nessas situações, o sexo masculino é responsável por quase 90% dos casos de violência, contra 53% quando o homem está sóbrio. Entre as vítimas mais atingidas estão as esposas (35,7% quando há embriaguez e 17,9% nos episódios com sobriedade).  
 
O estudo aponta que a gravidade das agressões é maior quando há ingestão da droga. O uso de armas e o abuso sexual (tanto ameaça quanto consumação), ocorreram, respectivamente, numa proporção dez e quatro vezes maior, quando comparados aos domicílios nos quais o agressor não estava sob efeito do álcool.
 
Procurar ajuda ainda é um obstáculo a ser superado, tanto por quem apanha quanto por quem agride. 86% das vítimas de agressores alcoolizados e 89% dos agressores sóbrios nunca buscaram ajuda. Apenas 11,4% deles procuraram ajuda para diminuir ou parar o uso da droga.
 
“Para que haja um enfrentamento efetivo diante desta grave situação, que é a combinação entre álcool e violência doméstica, além de campanhas educativas que estimulem a redução do consumo, é preciso que as políticas funcionem de forma mais articulada e que enxerguem esse agressor não de forma criminalizada, mas como alguém que também precisa de ajuda, assim como a mulher agredida, a maior vítima de todo este cenário”, pondera Ana Cláudia. 
 

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