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07/07/2017 11:13
  • Semul capacita profissionais da saúde sobre notificações compulsórias para casos de violência doméstica
Os serviços básicos de saúde são, usualmente, a porta de entrada para a mulher que se encontra em violência doméstica. Porém, seja por vergonha ou medo de represálias do agressor, nem sempre ela admite que aqueles machucados são decorrência das agressões provocadas pelos companheiros ou ex-companheiros, principais responsáveis pela violência doméstica. E os profissionais de saúde que as atendem, por sua vez, precisam estar atentos aos sinais que exigem a intervenção deles, para que essas mulheres possam sair do ciclo de violência em que se encontram.
 
É, portanto, com o objetivo de sensibilizá-los a respeito do tema e para a importância da notificação compulsória dessas ocorrências, que a equipe da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (SEMUL) realiza capacitação entre os servidores de saúde da rede municipal. Os Distritos Sanitários Leste, Oeste e Norte 1 já foram contemplados. Agora, serão os Distritos Norte 2 e Sul, nos encontros marcados para os próximos dias 11 e 15, quando se encerra esta ação.
 
A notificação compulsória é um documento que faz parte do protocolo de atendimento nos serviços de saúde. Porém, o profissional não pode se limitar apenas ao preenchimento dos campos da notificação, como reforça a coordenadora. “Queremos sensibilizar para que auxiliares de enfermagem, agentes de saúde, psicólogos, assistentes sociais, dentistas e demais especialistas da área, fiquem atentos aos sintomas, alguns não tão visíveis, deste mal que atinge as mulheres em seus lares”, esclarece.  
 
De acordo com Ana Cláudia, quando a mulher vítima de violência procura ajuda, precisa receber o acolhimento necessário, mesmo que não admita que aqueles ferimentos sejam de violência doméstica. “Nesses encontros, estamos discutindo com os profissionais como deve ser esse acolhimento e reforçando a necessidade da notificação compulsória, para que as estatísticas sejam mais fiéis à realidade e possam nortear melhor o nosso trabalho”, aponta Ana Cláudia Mendes, coordenadora do Departamento de Enfrentamento à Violência contra a Mulher da SEMUL.
A identificação e a notificação dos casos de violência constituem um caminho de proteção à vítima, que certamente se sentirá mais acolhida e segura para seguir adiante na denúncia contra seu agressor e sair do ciclo de violência. Para tanto, explica Ana Cláudia, a participação da SEMUL na formação dos profissionais de saúde serve também para apresentar os serviços que a Secretaria oferece, como funciona a rede de proteção à mulher em situação de violência doméstica e o suporte oferecido em caso de risco de morte. 

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