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21/06/2017 12:23
  • Semul realiza treinamento na rede de atendimento à violência contra a mulher

Nesta sexta-feira (23), equipe da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (Semul) realiza, a partir das 9h, uma formação com a equipe da Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher (DEAM) de Parnamirim. O objetivo da conversa é buscar alternativas para ajustar o fluxo da rede de atendimento à violência contra a mulher, esclarecendo dúvidas sobre os serviços que presta e os encaminhamentos que recebe.

“Precisamos afinar a parceria entre os órgãos que fazem parte de toda a rede para reduzirmos ao máximo o tempo da rota crítica, que é o percurso que as mulheres fazem ao denunciar o agressor”, aponta Ana Cláudia Mendes, coordenadora do Departamento de Enfrentamento à Violência contra a Mulher da Semul.

A DEAM de Parnamirim é a primeira das delegacias especializadas no atendimento à mulher que receberão a formação, devido a um convênio firmado entre a Prefeitura de Natal e o município vizinho. As outras DEAM’s, presentes em Natal – Norte e Sul, também serão contempladas.

A iniciativa para a realização da formação nas DEAM’s foi tomada em reunião realizada em maio pela Semul, juntamente com representantes dos órgãos envolvidos na rede de atendimento à mulher em situação de violência, como Defensoria Pública, Ministério Público, DEAM’s e Poder Judiciário.

Na maioria dos casos, as DEAM’s são a porta de entrada para a mulher que procura ajuda para sair do ciclo de violência em que se encontra. “Por isso, os agentes que a atendem precisam estar atentos às demandas que elas trazem e dar o encaminhamento adequado, de acordo com o perfil de cada uma. Há casos, por exemplo, que não necessitam ser encaminhados à Casa Abrigo Clara Camarão, cujo serviço é destinado a atender exclusivamente as mulheres em risco iminente de morte. Esse é um dos pontos do diálogo que teremos com os agentes”, pondera Ana Cláudia.

Quanto mais ágeis e assertivos forem esses encaminhamentos, menor será o tempo que a mulher passa na rota crítica. Esse tempo, se estendido além do necessário, de acordo com Ana Cláudia, pode repercutir de forma negativa e ser um desestímulo para a mulher, que pode desistir de seguir com a denúncia. “A consequência disso pode ser o assassinato dela, e é para evitar que isso aconteça, que devemos atuar em conjunto, de forma efetiva, todos nós que compomos a rede de atendimento à violência contra a mulher”, finaliza Ana Cláudia.
 


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