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10/03/2017 11:50
  • Programa Classe Hospitalar acompanha crianças e adolescentes em tratamento de saúde
Adrovando Claro

Com o objetivo de realizar atendimentos educacionais aos alunos matriculados na Educação Infantil e no Ensino Fundamental que, por se encontrarem em tratamento de saúde nos hospitais, ficam impossibilitados temporariamente de frequentarem suas escolas de origem, assegurando aos mesmos o direito à educação, a Prefeitura do Natal por meio da Secretaria Municipal de Educação garante o Atendimento Educacional Hospitalar na Rede Municipal de Educação de Natal com o Programa Classe Hospitalar.

Atualmente há três classes hospitalares nas Unidades da Rede Municipal de Saúde de Natal com seis professores que estão sob a responsabilidade da Secretaria Municipal de Educação. São elas: Hospital Infantil Varela Santiago (desde 2010), Hospital Municipal Maria Alice Fernandes (desde 2010), e o Hospital Estadual Monsenhor Walfredo Gurgel (em 2012).

O Programa Classe Hospitalar é garantido por lei no município de Natal. Por meio da legislação é viabilizado a instalação da classe hospitalar nas dependências físicas dos hospitais, garantindo os profissionais da educação para atuarem dentro das unidades de saúde. Anteriormente o atendimento acontecia por meio de convênios.

O Setor de Educação Especial da SME coordena as classes hospitalares com assessoramentos pedagógicos que são realizados juntamente com as professoras, com o objetivo de acompanhar, orientar e avaliar a prática pedagógica desenvolvida. De acordo com a chefe do setor, Suedna Maria Varela de Lima, mensalmente são realizados em torno de 150 atendimentos em cada classe hospitalar, na Educação Infantil e no Ensino Fundamental.

A coordenadora das classes hospitalares da SME, Ilanna Márnea, explica que também é realizada formação continuada para as professoras mensalmente, e que acontece em parceria com a Secretaria de Estado da Educação e Cultura do Rio Grande do Norte e Universidade Federal do Rio Grande do Norte, por meio de um curso de extensão.

Classe Hospitalar do Hospital Infantil Varela Santiago

A coordenadora pedagógica Karina do Nascimento Fontoura conta como funciona a rotina de trabalho na classe hospitalar do Hospital Infantil Varela Santiago. “Temos uma professora pela manhã e outra no turno vespertino realizando o acompanhamento pedagógico das crianças e adolescentes que estão afastados das escolas ou dos centros de educação infantil, devido ao tratamento oncológico ou hematológico”.

A pedagoga Karina explica que primeiro entram em contato com a escola que o paciente-aluno está matriculado. “A escola encaminha os conteúdos, e, é feito um planejamento direcionado com os professores para cada aluno, a partir desse planejamento, realizamos as atividades que as escolas enviam, respeitando a limitação de cada paciente”.

Karina do Nascimento conta do prazer em trabalhar na classe hospitalar. “Como professora é gratificante porque além de trabalharmos a questão pedagógica, também realizamos a questão humana. É uma troca de experiência, e aprendemos muito com eles. Tem a questão do afeto, do apego, do social. A criança quando realiza o tratamento sai do contexto social da sua vida, e no hospital, nós tentamos resignar e trazer de volta as questões educacionais, familiar e afetiva”.

Karina observa ainda os resultados satisfatórios com os atendimentos. Já foi comprovado que os pacientes que são atendidos na classe hospitalar, eles aceitam melhor o tratamento, e, é observado a melhoria deles. É um ambiente que eles se encontram, que estudam, brincam e jogam a hora que quiserem. O nosso apoio, junto com a parceria com a equipe multidisciplinar do Centro de Oncologia Hematológica Infantil (COHI) – flui muito bem, porque temos o apoio da psicologia, da enfermagem e dos médicos.

A educadora infantil Maria Tereza Lemos Dantas que atua há oito anos na classe hospitalar do Hospital Infantil Varela Santiago afirma que “tem crianças que passam dois anos em tratamento, sem ir à escola, então a importância dos professores dentro do hospital é fundamental, fazendo com que a criança possa dar continuidade aos estudos, que faça a cidadania da criança realmente acontecer”.

Para a professora Maria Tereza, apesar das crianças estarem em tratamento de saúde, conseguem encaminhar essas crianças de volta para a escola com poucos danos educacionais. “Ao longo desses anos tivemos grandes conquistas, e o que mais me encanta é conseguir alfabetizar crianças em hospital. É um trabalho de muita dedicação, e extremamente gratificante, porque vemos o resultado positivo”.

A mãe do pequeno George Luís Aciole, de três anos, Maxsuila Aciole, que também é professora, elogia o trabalho que é desenvolvido na classe hospitalar do Varela Santiago. “O trabalho das professoras é muito importante para a alfabetização do meu filho. Ela conta que George está em tratamento há quatro meses, e ficou feliz em saber que o filho não ia interromper os estudos. A classe hospitalar faz com que ele se distraia, brinque e estude. Penso que é um tratamento que passa, mais a educação fica”. George Aciole está matriculado no CMEI Professor José Alves Sobrinho. Ele disse que todos os dias vem para a escolinha no hospital e que também gosta de brincar.

A dona de casa Josineide Santana Valentim, mãe de Luciara Raquel Valentim, de cinco anos, também incentivou a filha participar das atividades na classe hospitalar. “É muito importante pois ajuda no tratamento, e faz com que ela ocupe a mente com os estudos, nas brincadeiras e atividades lúdicas e principalmente melhora a sua autoestima para seguir enfrentando o tratamento. Tenho muito orgulho da minha filha”, contou emocionada. Luciara Valentim está matriculada na Escola Municipal Santos Reis.
 

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Programa Classe Hospitalar

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Programa Classe Hospitalar 1

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Programa Classe Hospitalar 2


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